Opinião

Paulo Afonso (BA) - 01/02/2012

Tudo ou nada

Luiz Brito DRT/BA 3.913
Foto Arquivo

Tanto Mário Negromonte quanto Raimundo Caires Rocha jogam nessa próxima eleição todos os seus cartuchos em nível municipal. Como serão eles que provavelmente vão escolher os nomes de Antonio Martins e Sônia Rocha, como candidatos a prefeito e vice, respectivamente, cabe também eles a responsabilidade de elegê-los.

A situação só  teria piores repercussões se o candidato ao executivo fosse Mário Júnior e este fosse derrotado. Nesse quadro, o plano estadual estaria seriamente desarrumado e a reeleição do menino de Harvard não estaria comprometida, mas certamente não teria o mesmo derramamento de votos que obteve quando se submeteu a avaliação popular pela primeira vez embalado pela vasta experiência do pai, em plena quarta-feira, (1), ainda ministro . Este por sua vez, depois de ter sido bombardeado por todos os flancos, não resistiu à pressão e finalmente colocou o cargo a disposição da presidente Dilma. Mesmo assim, Negromonte superou as projeções de alguns analistas de Paulo Afonso. O prazo máximo que deram  para sua permanência no cargo foi de seis meses. Ele foi além.   Em resumo, Negromonte balançou e vai cair.  Se a profecia for cumprida sua cabeça estará exposta na bandeja na sexta-feira (3) e não 13. A experiência que Paulo Afonso experimentou com Mário Negromonte, ministro, foi sinistra. O das cidades não soube ser generoso com o município pátrio, mas deixa uma imensa mancha nas páginas da política brasileira que por gravidade respinga em Glória (BA) cidade onde sua esposa Ena Vilma é a gestora e particularmente em Paulo Afonso. Foi aqui  nesse rincão que quando se candidatou pela primeira vez a deputado estadual disse em alto e bom tom que se fosse eleito não arredaria os pés dessa terra, porque aqui havia se casado, constituído família e aqui iria morar. Ledo engano. Elegeu-se deputado estadual tendo como seu principal orientador político o amigo Antonio Martins. Contudo, não quis atuar na assembléia legislativa do Estado, transformou-se em secretário dos transportes do governo Lídice da Mata em Salvador e seu filho Mário Júnior foi estudar em Harvard. Essa ultima frase não vai fazer o mesmo sucesso que fez, a  futilidade "Menos Luiza, que esta no Canada", mas que devia, devia.

 

 

 


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