
O feminicídio é uma realidade brutal, ignorada por muitos, contestada por alguns, mas vivida diariamente em nossa cidade. Até quando iremos apenas lamentar diante dessa tragédia? Não podemos mais nos limitar a acompanhar estatísticas frias de violência contra a mulher. É preciso dar um basta.
Agredir, mutilar, torturar e tirar a vida de uma mulher não pode ser tratado como normalidade. Temos leis, mas elas se mostram inúteis diante da brutalidade de homens que se acham no direito de degradar e destruir vidas. O mais aterrorizante é que grande parte dessas agressões e mortes são praticadas por quem deveria proteger: companheiros, familiares, pessoas próximas.
Hoje choramos mais uma vida ceifada. Mais uma mulher assassinada por alguém que se julgou dono de seu destino. Na última sexta-feira, vimos mulheres unidas em caminhada, mostrando força e empoderamento, pedindo proteção, respeito e dignidade para viver sem a sombra constante do feminicídio.
Mas até quando as autoridades permanecerão de olhos vendados diante dessa realidade cruel? Até quando nós, sociedade, fingiremos que nada aconteceu só porque “não foi com um dos nossos”? Até quando a população continuará inerte, permitindo que a violência se repita sem reação?
Chegou a hora de parar de lamentar e agir. As autoridades precisam ser cobradas, responsabilizadas e pressionadas a cumprir seu papel. E nós, cidadãos, temos o dever de tomar partido da vida, de nos unir contra a barbárie, de não aceitar mais nenhuma mulher assassinada como apenas “mais um número”.
O feminicídio não é estatística. É sangue, é dor, é ausência. E cada silêncio cúmplice só fortalece o agressor.
31/03