
As leis inúteis fragilizam as leis úteis. Neste particular registre-se: leis excessivamente bizarras já foram estabelecidas. Em Paulo Afonso, a câmara de vereadores se notabilizou pela criação excessiva do número de ruas com nomes de ex-vereadores e autoridades falecidos, alguns que sequer são lembrados. Mirem-se no exemplo do ex-prefeito Luiz de Deus(86), que faleceu coincidentemente numa sexta-feira, dia 23 de maio 2024. É indubitavelmente um dos principais responsáveis pela evolução da cidade que se não é a mais bonita do Brasil, como preconiza o atual governo, tambem não era a cidade do bem e do avanço alardeada pelo governo anterior.
Enquanto isto há uma escassez das leis úteis, necessárias e urgentes, sobretudo daquelas em que o nosso município teria o dever e a obrigação de atentamente criá-las e cuidá-las.
No Brasil a realidade é que o nosso povo só é lembrado e não raro, excessivamente, nos períodos pré-eleitorais (olha 2026 aí gente). Para tanto basta que verifiquemos o descaso com o nosso tripé: saúde, educação e transito vem sendo tratdo.
Castro Alves, um dos nossos mais notáveis saudosos poetas já pregava que a rua era do povo e o céu do avião, mas lamentavelmente, a nossa realidade tem sido outra, nem um voo mensal temos, e isto porque, nas questões mais delicadas o nosso povo é sempre o último à saber mas sempre o primeiro a arcar com suas graves consequências.
São nos gabinetes em que as nossas elites se reúnem e decidem o que é melhor, para eles, é claro, que suas decisões são tomadas.
Não posso afirmar que foi o estadista Charles de Gaulle quem disse que o Brasil não é país sério, mas quem primeiro assim se pronunciou acertou em cheio, até porque, nada justifica que em sendo, como de fato somos, um dos países do mundo a dispor do maior volume de recursos naturais, que a grande parte do nosso povo viva tão precariamente.