Política

Paulo Afonso - Bahia - 21/03/2026

Governo sem rumo: o paradoxo de um prefeito inexperiente e as escolhas políticas que enfraquecem a gestão

Bob Charles DRT BA 3.913
Divulgação

Todo governo tem um coração. É nele que pulsa a inteligência do poder, onde se traçam estratégias, se afinam engrenagens administrativas e se define o rumo da gestão. Esse coração é formado pela Secretaria de Governo, pela Secretaria de Relações Institucionais e pelo Gabinete do Prefeito, setores responsáveis por articular decisões e dar coesão à máquina pública.

Em Paulo Afonso, a bancada de oposição na Câmara, embora diminuta, ainda demonstra vitalidade: seus componentes  dialogam com lideranças, circulam na cidade e buscam articulação política com segmentos e lideranças locais. 

Já a Prefeitura segue em compasso contrário. O gestor da pasta é inacessível, não integra ações nem conversa com outras secretarias. O que deveria ser um centro coordenador transformou-se em um organismo fragmentado, sem plano de voo, sem comando e com um prefeito  que parece ter abdicado da estratégia para cercar-se de vaidades pessoais.

A impressão é de um gestor que desprezou quadros técnicos e experientes para abrir espaço a aliados sem densidade política e experiência administrativa. O resultado é uma máquina pública que não se conhece, não planeja e não entrega.

A prefeitura virou depósito de nomeações sem função definida. Em vez de articular prioridades e integrar secretarias, apenas centraliza orçamento e burocracia. Algumas escolhas revelam desperdício de talento e má alocação de quadros.

Alguns poderiam argumentar que o caos é uma tática de dominação, mas, na prática, ele só evidencia desordem e fragiliza a gestão. 

Em Paulo Afonso, o poder parece dividido entre o prefeito e seu irmão, Márcio Barreto, o que dispersa decisões estratégicas, paralisa a máquina administrativa e mina a coesão do governo. O resultado é previsível, e derrotas administrativas têm custo político elevado. 

A boa notícia é que ainda há tempo para ajustes, trocar peças, resgatar quadros competentes, devolver autoridade técnica às secretarias. Mas, se Mário Galinho continuar priorizando a proximidade pessoal sobre a capacidade de gestão, não será apenas o governo que sairá derrotado: será Paulo Afonso  quem pagará a conta.


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