
Não é nenhuma novidade que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) lidera o ranking de insatisfação de seus clientes. Mas o que não dá para aceitar é o recorde de reclamações sobre queda de tensão e falta de energia em Paulo Afonso (Norte do estado).
A cidade ostenta o título de Capital da Energia, por sediar o maior complexo hidroelétrico do Brasil. Juntas, as usinas PA I, II, III e IV, e Apolônio Sales (na divisa com Alagoas) têm a terceira maior capacidade instalada do país, perdendo apenas para Belo Monte e Tucuruí (PA). Ainda assim, o fornecimento do produto essencial no nosso dia-a-dia nunca foi satisfatório. Vale ressaltar que o repasse de energia aos consumidores depende da transmissão por subestações da Eletrobras/Chesf.
O assunto foi tema do discurso do vereador Rubinho do Kênio (MOBILIZA), nesta segunda-feira (29/09) na tribuna da Câmara. Rubinho apresentou um requerimento verbal solicitando aos colegas de Parlamento que seja enviado um convite ao gerente local da Coelba para explicar a deficiência.
Segundo ele, as constantes quedas de tensão no bairro Tancredo Neves têm sido motivo de queixas dos moradores. O vereador ainda acrescentou os prejuízos amargados pelo comércio do bairro, uma vez que o problema ocasiona oscilação no sinal de internet, impedindo desde os pagamentos via cartões ou pix, até as operações nos pontos de atendimento bancário e na agência da Caixa Econômica.

"Morar na Capital da Energia e não ter energia, e sem que a Coelba dê uma explicação, para mim é uma falta de respeito", alfinetou.
Os argumentos do parlamentar se baseiam no fato do aglomerado de bairros em questão possuir uma população superior a 50 mil habitantes. O número de pessoas que vivem naquela região de Paulo Afonso é maior do que a de 200 municípios baianos.