Opinião

Paulo Afonso - Bahia - 27/09/2025

Crônica – O partido que Paulo Afonso não tem

Por: Itaíbes Paiva
Divulgação

Paulo Afonso não tem partido político. Pode parecer estranho dizer isso em tempos em que tudo parece girar em torno de legendas, siglas e cores. Mas a cidade não se prende a isso. O que ela tem são gestores que passam, figuras que disputam o poder, nomes que entram e saem do cenário. A cidade em si, não.

O que Paulo Afonso tem é o seu povo. Esse, sim, é plural. Carrega suas diversidades, seus anseios e suas lutas. Uns escolhem estar ao lado da situação, outros da oposição. Há os que preferem a neutralidade e até aqueles que torcem para que o pior aconteça como se o fracasso fosse uma espécie de vitória. Mas também existem, e felizmente em grande número, os que acreditam no progresso, os que torcem para que as coisas deem certo.

Paulo Afonso não tem partido, mas tem fome de desenvolvimento. Quer ver o turismo desabrochar com a mesma força das águas do Velho Chico. Quer saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente respeitado. Tem carências, muitas delas, mas não tem partido.

E, no entanto, o que mais importa está aqui: o seu povo. Gente que pode até se dividir entre siglas, cores ou apartidarismos, mas que guarda no fundo um desejo único o melhor para a cidade.

O problema é quando a insensatez de alguns pesa mais do que o desejo coletivo. Quando a busca pelo poder pelo poder se sobrepõe ao compromisso com o futuro. Quando se torce pelo caos para colher dividendos políticos.

É preciso lembrar: Paulo Afonso não tem partido, não tem dono, não tem herdeiro. O único partido legítimo ao qual pertence é o POVO.


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