
A superlotação nos hospitais de Paulo Afonso é um drama que homens, mulheres e crianças já se acostumaram, basta observar a quantidade de pacientes que se deslocam diariamente via Secretaria de Saúde para serem atendidos nos diversos hospitais da capital do Estado, Salvador, Recife e Petrolina.
Em Paulo Afonso, ultimamente uma das cenas mais emblemáticas é a de falta de leitos, mostrando a situação caótica dos estabelecimentos que acomodam pacientes nos corredores.
Esse quadro tem se agravado nos últimos anos, quando mais vagas de internação deixaram de existir.
Mas o problema não é provocado apenas pelo número reduzido de leitos nos hospitais.
Há outros fatores que fazem unidades de saúde operar acima de sua capacidade, levando ao atraso no diagnóstico e aumentando os riscos para pacientes, acompanhantes e funcionários.
Essa situação ocorre nos prontos-socorros dos hospitais quando seus profissionais e leitos são insuficientes para atender o número de pacientes, o que provoca um prazo de espera acima da média e do limite aceitável.
Falhas na gestão, falta de triagem dos pacientes e de infraestrutura estão entre as principais causas desse cenário.