
Nos últimos tempos, temos presenciado uma sequência de tragédias que nos deixam perplexos e com o coração apertado. Famílias choram perdas inesperadas. Jovens tiram suas próprias vidas. A violência parece não ter mais limites. Pessoas saudáveis caem, de repente, vítimas de um mal súbito. O que está acontecendo com nossa cidade?
Essa pergunta ecoa pelas ruas, pelas igrejas, pelas casas. E por mais que existam explicações médicas, sociais ou até estatísticas, há algo mais profundo que nos chama à reflexão: o espiritual.
A Bíblia nos ensina que vivemos em um mundo ferido pelo pecado (Romanos 8:22), e que os frutos da injustiça, da maldade e da indiferença acabam recaindo sobre todos nós. Será que estamos colhendo o resultado de escolhas feitas longe da vontade de Deus?
Jesus alertou que, nos tempos difíceis, “o amor de muitos esfriaria” (Mateus 24:12). E é exatamente isso que vemos: corações duros, falta de empatia, violência como linguagem, solidão como companhia. Onde há ausência de amor, cresce a escuridão. E onde há escuridão, a dor se multiplica.
Mas também sabemos que Deus é justo e misericordioso. Ele não está alheio ao que vivemos. Pelo contrário: a dor pode ser, muitas vezes, um chamado ao arrependimento, uma sirene espiritual nos chamando de volta à essência, à comunhão com o Criador, à responsabilidade com o próximo. Ele mesmo disse:
Nossa cidade precisa de cura. Mas essa cura começa no coração de cada um. Precisamos voltar a olhar nos olhos uns dos outros, ouvir, perdoar, ajudar, amar de verdade. Precisamos reerguer os valores que sustentam uma comunidade viva: fé, respeito, solidariedade, justiça e paz.
Não podemos aceitar a dor como normal. Não podemos nos acostumar com a morte, com a violência, com a tristeza constante. Precisamos nos unir como povo, como irmãos, e clamar a Deus por direção e transformação.
Talvez nunca entendamos todas as razões. Mas uma coisa é certa: a mudança começa agora, e começa em nós.