
Quem acompanha campanhas eleitorais em Paulo Afonso tem a impressão de que a principal disputa da eleição é colocar mais gente na rua que o adversário.
É candidato cercado de apoiadores. Carros adesivados. Bandeiras balançando nas esquinas. Caminhadas. Carreatas. Fotografias e vídeos cuidadosamente produzidos para mostrar que há gente acompanhando este ou aquele candidato.
Tudo isso parece ter uma finalidade muito clara: convencer o eleitor de que aquele candidato tem força, apoio, estrutura, dinheiro e, portanto, está no jogo. Sempre
Pior ainda: jamais deveria ser uma disputa para saber quem tem mais dinheiro.
Mas não é isso o que estamos vendo. O debate sobre os problemas reais do município – e eles são muitos – é o que menos aparece.
Por exemplo: Onde está a discussão sobre a Saúde?
Está na hora de cobrarmos mais dos candidatos — e também de nós mesmos.
E que nós, eleitores, compreendamos uma coisa muito simples: não estamos escolhendo quem é capaz de fazer a maior festa. Estamos escolhendo quem deterá o poder político nos próximos anos e o que fará com ele – em nome de todos nós.
E isso é sério demais para ser decidido pela quantidade de bandeiras numa esquina ou de carros numa passeata cujo dinheiro da gasolina ninguém sabe de onde saiu; ou até sabe, mas faz de conta que não.
