
Diante do desgaste crescente da gestão municipal e da forte insatisfação popular, o prefeito de Paulo Afonso decidiu apostar na criação de um supersecretário como estratégia para reorganizar a administração pública e tentar recuperar sua imagem perante a opinião pública. A nova estrutura administrativa deverá concentrar funções estratégicas, administrativas, orçamentárias e estruturais do governo municipal em torno de um único supersecretário, que passará a exercer forte influência sobre os principais setores da gestão.
O supersecretário deverá coordenar ações internas do governo, e ganhar autonomia para realizar atos de gestão orçamentária e financeira, centralizando decisões consideradas fundamentais para o funcionamento da máquina pública. A medida surge em um momento delicado da administração, marcado por críticas constantes da população em relação à condução do governo, à lentidão das ações e à falta de resultados em áreas essenciais.
A criação do supersecretário é vista como uma tentativa do prefeito de demonstrar reação diante da crise de popularidade enfrentada pela gestão. A expectativa é de que a concentração de poderes administrativos em uma única figura permita maior controle das contas públicas, mais agilidade nas decisões e uma reorganização interna capaz de melhorar a eficiência do governo.
Há quem defenda que a mudança representa uma modernização administrativa necessária para enfrentar os desafios da gestão municipal. Mas há também quem aponte preocupação com o excesso de poder concentrado nas mãos do supersecretário, além do risco de esvaziamento das demais secretarias e da centralização excessiva das decisões políticas e financeiras do município.