
Enquanto cidades menores fazem mais com menos, Paulo Afonso faz menos com muito mais. Em meio ao calendário festivo do interior, chama a atenção — e causa indignação — o silêncio de Paulo Afonso diante de algumas de suas tradições como a Prainha, a Copa vela, que de vela nunca teve nada, o Parque de Exposições, os voos entre Paulo Afonso e Salvador.
Enquanto cidades vizinhas, com orçamentos significativamente menores, seguem valorizando suas raízes culturais e movimentando suas economias locais, a chamada “Cidade do Bem e do Avanço” parece assistir passivamente ao enfraquecimento de sua própria identidade.
Com uma previsão orçamentária consolidada de R$ 1.500,000,00 diariamente — a prefeitura não sabe como fortalecer e valorizar a cultura, o turismo e o comércio local.
A sensação é de abandono de uma tradição que ajudou a construir a identidade local. Fica a pergunta: por que Paulo Afonso, com tanto potencial e recursos, insiste em ignorar aquilo que a tornou grande?
