Política

Paulo Afonso - Bahia - 24/03/2026

Informações falsas sobre pagamentos aos demitidos serão levadas à Justiça, diz Flávio Henrique

Ivone Lima ( PAINEL)
Divulgação

PAULO AFONSO- Advogado de pelo menos 70 ex-servidores da prefeitura demitidos por Galinho (PSD), no início da gestão, Flávio Henrique foi o convidado especial para a primeira live do OPA!, comandado pelo jornalista Jr Padão.

Já nas primeiras palavras do ex-procurador, ex-vice-prefeito, e prefeito por 102 dias, ficou evidente o espanto dele com a violenta retórica adotada pelo gestor de turno, cujas consequências ainda são desconhecidas, muito embora, fareja-se serem as piores possíveis.

Bastidores do OPA!, com Jr Padão.

De saída, convém antecipar o que Flávio disse sobre o engessamento temporário do governo, em razão da decisão judicial que suspendeu a sessão que aprovou o Orçamento. Para o advogado, tal decisão não pode servir de álibi para justificar a paralisia governamental que, frise-se, já vinha acontecendo:

“Eu recebi uma ligação na véspera (da votação) da oposição, me informando sobre o substitutivo (de mais de 50 milhões de reais) para ser apreciado e votado no mesmo dia, então eu avisei: “Não pode, se fizer a sessão será anulada, é bola cantada.”’

“Um processo que tramita por 60 dias, chegar um substitutivo em cima da hora, por si só, já é um absurdo”, acrescenta.

Demitidos

“O processo está andando muito bem, a Justiça nos deu respostas muito interessantes, mas algumas coisas estão nos deixando bastante tristes. No início do ano, eu recebi uma entrevista do prefeito afirmando que faria acordo com um determinado número de ex-servidores -como se estivesse a critério dele-, essa conversa que já virou conto da carochinha”, explica Flávio.

“Os processos estão entrando na fase de réplica, depois disso vem a sentença, e a réplica que é feita por mim, os meus comentários serão acerca das contestações do município, que, pasmem, diz não ter pagado aos servidores porque eles não pediram formalmente.”

“Há casos nos quais o município está juntando o cálculo da rescisão do servidor e dizendo que pagou, porém o servidor não recebeu. Inclusive, estou pedindo ao juiz que separe esse cálculo, junte à ficha financeira desse servidor e encaminhe ao Ministério Público, para apurar o crime previsto no código penal – que acontece quando você insere informações falsas no sistema público e isso é muito grave”, afirmou Flávio.


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