Política

Paulo Afonso - Bahia - 20/03/2026

Prefeitos do Nordeste impõem limites a cachês artísticos enquanto Mário Galinho gasta dinheiro a rodo com festas

Bob Charles DRT BA 3.913
Divulgação

Em meio a debates crescentes sobre responsabilidade fiscal e prioridades na administração pública, prefeitos do estado de Pernambuco se reuniram recentemente para discutir a adoção de limites nos gastos com atrações artísticas em eventos financiados com recursos públicos. A iniciativa busca equilibrar investimentos em cultura e entretenimento com áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

No encontro, os gestores pernambucanos aprovaram a fixação de um teto de R$ 350 mil para cachês artísticos. A medida é vista como um esforço conjunto para promover maior controle dos gastos públicos, especialmente em períodos festivos como o São João, tradicionalmente marcado por grandes contratações de artistas.

O debate ganha ainda mais relevância quando comparado à realidade de municípios como Paulo Afonso. Na cidade baiana, o prefeito Mário Galinho destinou quase um milhão e meio para o pagamento de apenas três artistas durante o São João e São Pedro do ano passado; sendo R$ 500.000,00 para Zé Ramalho, R$ 500.000,00 para Murilo Huf e R$ 450.000,00 para Léo Magalhães, valores significativamente superiores aos limites agora discutidos no estado vizinho.

A decisão gerou críticas por parte da população, que aponta a precariedade de serviços básicos, especialmente na área da saúde. Moradores relatam dificuldades no atendimento, falta de insumos e estrutura insuficiente nas unidades públicas, o que intensifica o questionamento sobre as prioridades da gestão municipal.

Apesar da importância cultural e econômica das festas juninas, é necessário estabelecer critérios mais rigorosos para os investimentos, garantindo que os recursos públicos sejam aplicados de forma equilibrada e responsável.

Há nos moradores de Paulo Afonso a expectativa de que medidas semelhantes às adotadas por Pernambuco possam ser implementadas no município, promovendo maior transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos, sem comprometer áreas essenciais para a qualidade de vida da população, mas até agora o que se viu foi uma gestão voltada quase que exclusivamente para festas, sem saber administrar os recursos públicos.

 


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