
Neste início de semana, a Coluna Bastidores, traz o assunto da presidência da Câmara de Vereadores de Paulo Afonso. Apesar de estar longe a realização do processo, algo me chamou a atenção por conta de algumas informações que tivemos acesso.
A eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores só acontece no final do ano, mas, eu escutei de um vereador que, para ser presidente, a eleição tem que passar por ele. Esse vereador me afirmou que é um elo, um elo que pode direcionar para o campo do governo ou um elo que pode direcionar para o campo da oposição.
Vamos entender: na base do governo hoje acreditamos ter treze vereadores, enquanto a oposição conta com quatro. Mesmo tendo essa maioria, para formar a mesa diretora é necessário conquistar votos de vereadores da oposição. A oposição, por sua vez, necessitará de muitas articulações políticas dentro do espaço legislativo. Essas articulações vão além dos números e da ciência política, pois envolverão alguns interesses particulares e propostas. Por isso, é muito difícil afirmar quem será o presidente da Câmara.
Lembra do elo que um vereador afirmou ser essencial na decisão? Pois é, não vamos ser descrentes nessa afirmação. Nas últimas duas ou três eleições para a mesa diretora, algumas coisas estranhas aconteceram, e todos viram.
Não vamos, também, esquecer do interesse do governo na presidência; dizem que o governo do prefeito Mário Cesar Barreto Azevedo tem dois nomes para a presidência da Câmara. Por incrível que pareça, a informação que tive de uma pessoa do alto escalão do governo do prefeito é que esses nomes não são os que imaginamos…
Uma coisa é certa: quando se trata da presidência da Câmara, já houve quem dormiu presidente e no amanhecer estava derrotado.
A cadeira central é cobiçada e uma coisa nós temos certeza, daqui até dezembro muitas águas correrão por debaixo dessa ponte. Ou, como disse um vereador da casa: “é mais importante um pote cheio do que um pote vazio”. Essa afirmação pode ser o ELO mais crucial na disputa pela presidência. Sigamos…