
A redução das agências bancárias na Bahia tem transformado silenciosamente a relação da população com o sistema financeiro. Atualmente, a Bahia possui 756 agências em funcionamento, número bem menor que o registrado há menos de uma década.
Em Paulo Afonso, o impacto foi ainda mais visível. Os fechamentos de agências têm causado vários prejuízos para a população do interior e, principalmente, para a população de baixa renda que não tem acesso aos serviços bancários”
A redução da rede física ocorre em meio à crescente digitalização dos serviços bancários, mas tem provocado consequências diretas para milhares de clientes que ainda dependem do atendimento presencial. Na capital os fechamentos provocam superlotação nas unidades restantes, no interior da Bahia a situação pode ser ainda mais grave.
Entre as cidades afetadas estão: Pedro Alexandre e Santa Brígida. Algumas dependem exclusivamente de apenas uma agência.
Em Paulo Afonso, além da perda de agências, a população também perdeu diversos correspondentes bancários ( instalados no interior de estabelecimentos comerciais, como supermercados. Embora esses pontos ofereciam alguns serviços, como pagamentos de contas ou saques limitados, eles não substituíam integralmente o atendimento de uma agência tradicional.
O argumento para o fechamento dos caixa eletrônicos é que atualmente cerca de 97% das transações de pessoas físicas já ocorrem por aplicativos o que teria reduzido a demanda por atendimento presencial.
Ainda de acordo com o banco, a rede física continuará existindo, mas com um novo formato, voltado principalmente para atendimento consultivo e relacionamento com clientes.
Para entidades de trabalhadores e especialistas em inclusão financeira, no entanto, a digitalização não pode substituir completamente a presença física das instituições bancárias, sobretudo em regiões onde a internet ainda é limitada ou onde parte da população enfrenta dificuldades para utilizar ferramentas digitais.