
Quem chega em Paulo Afonso logo se encanta. O clima ameno e o charme do centro turístico são, de fato, sedutores. Mas essa beleza esconde uma cidade marcada pela inércia e pelo descaso do poder público. A realidade que se impõe é dura: Paulo Afonso não está parada no tempo apenas, como corre o risco de regredir ainda mais se nada for feito.
O município que poderia ter planejado seu crescimento urbano preferiu apostar na improvisação, e paga até hoje o preço dessa escolha.
Poucos setores revelam tanto o descaso político quanto a saúde. A UPA da cidade, principal porta de entrada de urgência e emergência, vive lotada. Faltam médicos, faltam medicamentos, falta gestão.
O atual prefeito, Mário César Barreto Azevedo (PSD), repetiu o refrão em sua campanha. Mas a realidade é outra. Com dificuldades até para garantir serviços básicos, contudo, finalmente caminha a passos lentos a construção do tão propalado novo hospital parece ser realidade. Enquanto isso, hospitais conveniados pressionam por repasses, ameaçam suspender atendimentos e deixam a população refém de um sistema falido.