Política

Paulo Afonso - Bahia - 16/01/2026

Na surdina, prefeito Mário galinho quer terceirizar a Saúde

Bob Charles DRT BA 3.913
Divulgação

Sem qualquer aviso ou comunicação oficial, o Prefeito de Paulo Afonso decidiu terceirizar a Saúde  do município, sem consultar servidores, usuários ou o Conselho Local de Saúde. A informação veio à tona de forma extraoficial, por meio do vereador Jailson Oliveira (PP).

De acordo com relatos, deve ocorrer uma reorganização completa da unidade, com o remanejamento dos atuais servidores e a contratação de profissionais terceirizados. A decisão foi tomada na surdina pelo prefeito , sem qualquer debate público ou transparência por parte da administração municipal. “A notícia chegou informalmente, sem nenhum documento ou explicação da Prefeitura. É um desrespeito total com quem trabalha e com quem depende da unidade”, relatou o vereador Jailson Oliveira. 

Para os servidores, a medida representa quebra de vínculo e perda da confiança construída com a população. “Há um vínculo profundo com a comunidade, e agora serão colocados profissionais que podem sair a qualquer momento. Isso destrói o trabalho de anos e a relação de confiança que sempre existiu”, lamenta uma servidora com quase 20 anos de atuação.

A prefeito age de forma autoritária e sem transparência, desconsidera o conhecimento técnico dos profissionais e coloca em risco o atendimento da população. “A mudança foi imposta, sem debate e sem planejamento. Isso desmonta equipes, fragmenta o cuidado e ameaça a qualidade do serviço público de saúde”.

Decisão política de gestão

A medida não é um fato isolado, mas parte de uma política contínua de terceirização e desmonte do serviço público, iniciada neste governo. 

Sob a gestão de Mário Galinho (PSD), esse processo se intensifica e se amplia. Ao transferir a administração de unidades e programas para fundações e organizações privadas/forasteiras, a Prefeitura se exime do dever de garantir um atendimento público, gratuito e de qualidade, substituindo o compromisso social pela lógica da gestão empresarial e da precarização.

“Essa política enfraquece o serviço público, rompe vínculos entre servidores e comunidade e coloca em risco a continuidade e a humanização do atendimento”, reforça Jailson. Impressionante como o Sindicato não cobra um posicionamento imediato da gestão municipal e a anulação da medida, que afeta diretamente os trabalhadores e a população local e regional.


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