
Fazer oposição não encanta mais como em tempos passados, quando líderes idealistas enfrentavam os mais diferentes obstáculos para fazer valer a vontade da maioria. Essa falta de coragem e disposição pode ser vista em Paulo Afonso onde o prefeito MCBA praticamente não têm adversários.
Com mais de R$ 600 milhões de orçamento e sem uma oposição consistente, o prefeito de Paulo Afonso, Mário César Barreto Azevedo (PSD), segue sem ser incomodado.
Interessante observar que apesar do orçamento recorde, a cidade segue com os mesmo problemas. Em 12 meses de gestão, pouca coisa mudou, a não ser o orçamento que deu um salto monumental. Os prognósticos indicam que até 2028, ano da sucessão municipal, pouca coisa vai mudar.
Senão, vejamos: Perto de completar 01 ano de governo, no entanto, a cidade continua sem um sistema de transporte eficiente para atender uma massa de usuários diariamente. Algumas regiões, nos finais de semana, nem transporte tem.
Outro problema crônico apontado pela população é a saúde, com falta de medicamentos e Unidades Básicas fechadas ou com ausência de médicos. A carência de profissionais persiste, assim como a falta de medicamentos.
A tragédia social e econômica são também cenas que afrontam uma cidade milionária. Na área central, a mendicância que sobrevive nas ruas divide a cena com o quadro falimentar. A imagem é de uma pobre cidade rica. A maior parte dos serviços administrativos contratados pelo prefeito é de fora, boa tarde das principais lojas de moveis e eletrodomésticos e supermercados de grandes portes, são de fora. Logo, o dinheiro de Paulo Afonso não está circulando pela cidade.
O drama não é por falta de dinheiro nos cofres municipais. Além do orçamento milionário, o município está repleto de obras financiadas pelo governo do Estado e turbinadas por emendas parlamentares milionárias. Assim, o prefeito vai fechar o caixa com um superávit monumental para gastar na sua reeleição.
Diante de tantas verdades inconvenientes, não há oposição para contraditar os fatos. Com isso, o prefeito segue livre, leve e solto para uma reeleição sem maiores problemas no campo político e ainda fragmentando as resistências no legislativo, onde cooptou os vereadores, podendo aumentar ainda mais a dissidência no outro lado do balcão.
O Galo torna-se um candidato forte muito mais pela ausência de adversários do que por força da máquina. Uma máquina milionária não é uma adversária invencível, ainda mais quando não ouve a voz rouca das ruas que clama por e saúde enquanto ganha “gêneros para outras necessidades”, festas.
Não existe máquina invencível quando se tem oposição eficiente. Só que a vitória em política não cai do céu. É uma construção. Pelo lado governista, se há um projeto para o pleito de 2028, o prefeito precisa acordar pra vida, pois até agora, exceto um quebra-molas que foi inclusive foi inaugurado com festa, ainda não se assentou um tijolo e o cronômetro já foi acionado.