Política

Paulo Afonso - Bahia - 03/12/2025

Câmara de Paulo Afonso: quando o poder não emana do povo

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A sociedade não é mais refém do silêncio. As informações circulam com credibilidade, e aqueles
A sociedade não é mais refém do silêncio. As informações circulam com credibilidade, e aqueles

A frase que deveria ecoar nas paredes da Câmara Municipal de Paulo Afonso — “o poder emana do povo” — foi manchada pela ausência vergonhosa de vereadores em uma  audiência pública que tratava de um tema de extrema relevância: a demissão de 1.400 trabalhadores da prefeitura e o não pagamento de seus direitos trabalhistas.

Em um momento que exigia coragem, compromisso e respeito, o que se viu foi covardia e omissão. O prefeito Mário Galinho sequer enviou representação, demonstrando desprezo pelas famílias atingidas. Mais grave ainda foi a postura dos vereadores da base governista, que se esconderam atrás de conveniências partidárias, ignorando que ali não se discutia política, mas sim dignidade humana.

Vozes que ecoaram e a exceção que merece destaque

·   Advogados — entre eles Flávio Henrique, ex-prefeito interino — expuseram com clareza a gravidade da situação, lembrando que não se trata de disputa política, mas de respeito a direitos fundamentais.

 

·   Sindicato — com postura sóbria e firme, destacou os princípios éticos e morais que deveriam nortear a administração pública, princípios que a prefeitura insiste em ignorar.

 

·    População — demitidos e populares deram testemunhos que revelam o sofrimento de famílias abandonadas pelo poder público.

Em meio ao silêncio cúmplice da maioria, uma voz solitária se levantou: o vereador Jean Roubert. Mesmo sendo da base governista, Roubert demonstrou que ética e respeito à população estão acima de alinhamentos partidários. Sua presença e posicionamento firme deram exemplo de como um representante do povo deve agir diante de injustiças. Ao se colocar ao lado dos trabalhadores, mostrou que a política não pode ser reduzida a conveniências, mas deve ser instrumento de defesa da dignidade humana.

A desordem da Casa e o povo está atento

A ausência do presidente da Câmara, Zé de Abel, em uma reunião tão crucial, escancarou sua incapacidade de conduzir uma instituição que deveria ser guardiã da democracia. A Casa Legislativa está em desordem moral e ética, dominada por vereadores que priorizam negócios pessoais e se mostram insensíveis diante de uma tragédia social que atinge centenas de famílias.

A sociedade não é mais refém do silêncio. As informações circulam com credibilidade, e aqueles que se escondem da responsabilidade pública serão cobrados. Os vereadores que falharam em representar os anseios da população caminham para o ostracismo político. Já aqueles que, como Jean Roubert, se posicionam com coragem e respeito, se tornam referência de que ainda é possível fazer política com dignidade.

 

 


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