
Nos últimos anos, diversas prefeituras brasileiras têm anunciado projetos de criação de jogos online como forma de “incentivar a cultura digital” e “gerar recursos para saúde e educação”. A proposta, no entanto, vem sendo alvo de críticas severas de especialistas, famílias e representantes da sociedade civil, que enxergam nesses projetos um risco social e econômico de grandes proporções.
O impacto nas famílias e Casos de suicídio e saúde mental
• Orçamento doméstico em risco: Muitos lares já enfrentam dificuldades financeiras. O incentivo ao gasto em jogos pode significar literalmente tirar o dinheiro do pão da mesa.
• Endividamento silencioso: A promessa de diversão esconde a realidade de famílias endividadas, com jovens e adultos comprometendo parte da renda em apostas digitais.
• Dependência digital: Psicólogos alertam que jogos online com dinâmica de recompensa rápida podem gerar vício, ansiedade e depressão.
• Tragédias reais: Há registros de casos de suicídio relacionados à compulsão por jogos, mostrando que o problema vai além do entretenimento.
Cidades sem emprego e promessas não cumpridas e o golpe legislativo
• Desvio de prioridades: Em municípios onde falta emprego e infraestrutura básica, investir em jogos soa como contradição.
• Pretexto de saúde e educação: Prefeituras alegam que os recursos arrecadados serão destinados a áreas essenciais, mas especialistas denunciam que, na prática, empresas privadas assumem a administração com lucros altíssimos, enquanto pouco chega às escolas e hospitais.
• Aprovação sem transparência: Projetos são aprovados em câmaras municipais sem permitir vistas do processo, impedindo que vereadores e cidadãos tenham acesso às informações completas.
• Democracia fragilizada: A falta de debate público e transparência mina a confiança da população nas instituições.
Na cidade de Paulo Afonso, Bahia, moradores denunciam que o parlamento local tem conduzido votações “a ferro e fogo”, sem dignidade e respeito ao povo.
A crítica é de que interesses empresariais se sobrepõem ao bem-estar coletivo, deixando a população enganada e sem voz.