
E hoje começa a contagem regressiva dos últimos dias de dezembro. O calendário olha pra gente com aquela cara de “Então… e aí? Terminou tudo o que prometeu?”.
E nós fazemos o quê?
Sorrimos amarelo, damos um gole no café e respondemos mentalmente: “Calma, criatura, ainda não acabou o mês!” É nessa época que o ser humano vira um misto de filósofo existencialista, comediante stand-up e analista de resultados — tudo ao mesmo tempo.
Afinal, dezembro tem esse poder: convoca a gente para o balanço geral da vida… só que sem o apresentador gritando “vinheta!”. E aí começam as perguntas — aquelas que a gente geralmente tenta evitar durante o ano:
Na vida pessoal:
Eu vivi… ou apenas funcionou no automático? Quais risos dei de verdade e quais dei por educação? Quais batalhas eu precisava mesmo ter comprado?
Na vida profissional:
Eu cresci… ou só sobrevivi ao expediente? O que eu fiz neste ano que me deixa orgulhoso? E o que eu não fiz… mas poderia começar agora?
Na vida financeira: Eu mandei no meu dinheiro… ou meu dinheiro me mandou tomar vergonha?
Na vida emocional:
Eu tratei meu coração como um jardim… ou como um depósito improvisado de emoções não resolvidas?
Na vida social e coletiva:
Eu contribuí para um mundo um pouquinho melhor… ou reclamei como se fosse profissão regulamentada?
E a gente faz essas perguntas porque dezembro tem essa mania de apontar o dedo sem ser indelicado.
É como se dissesse, com a suavidade de uma tia sábia do interior:
“Meu bem, repense. Pensar de novo é sinal de inteligência, não de fracasso. E ainda dar tempo de corrigir algo...”
Mas aqui vai a parte boa — e eu digo isso sorrindo, quase cochichando: AINDA DÁ TEMPO.
Dezembro não é um tribunal. É um convite. Uma porta entreaberta. Uma chance de ajeitar a postura, endireitar o rumo e dizer: “Opa, vou fazer diferente.”
Porque como lembram tantos autores de autoajuda, mudança não é um evento — é um ato de coragem.
Às vezes pequeno. Às vezes torto. Mas sempre possível. Basta começar!
E o humor? Ah, o humor…
Ele é nosso cinto de segurança emocional. Aquele que impede a gente de despencar nos buracos do drama. Rir de si mesmo é quase um superpoder. É admitir que, se a vida fosse um relatório, ninguém entregaria no prazo — mas todo mundo aprenderia alguma coisa no processo.
Então, meu caro, para esses últimos dias do ano, deixo alguns convites: Refaça uma promessa — mas só uma, para começar com dignidade. Peça perdão ou agradeça alguém — escolha o movimento que liberta mais. Pare de adiar o que você sabe que precisa fazer — tem poder quem age. Largue uma “historinha” limitante — aquelas velhas desculpas que, sinceramente, já perderam a validade.
Olhe para 2024/2025 com espírito de aprendiz — porque, certamente, você aprendeu muito nesse período, errando e também acertando.
E acima de tudo: não desperdice o restinho do ano achando que acabou antes da hora. Ainda dá tempo. Sempre dá.
Dezembro só está nos lembrando disso — com carinho, com humor, e com aquela piscadinha cúmplice de quem já viu muita gente renascer a poucos dias do ano virar. E ainda temos 30 dias!
Bora à luta!