
Se o governo Marcondes Francisco enfrentou graves dificuldades em relação à própria bancada, a atual gestão, embora retomando a maioria na Câmara, até agora sequer conseguiu definir um líder depois da despedida de Jean Roubert- e isso por uma razão bastante simples: os vereadores não querem essa missão.
Apesar do número oficial de aliados ser momentaneamente maior, o governo não reúne condições básicas para o papel de comando da bancada, ou seja, qualidades como algum perfil de liderança, capacidade de expressão, conhecimento "técnico" dos tramites e boa relação com os colegas. Depois de Jean e da negativa de Evinha Oliveira os demais nomes, a maioria não quer ser líder ou não reúne os atributos já mencionados aqui.
A crise de liderança na Câmara, portanto, reflete a crise de liderança da prefeitura - que afeta , inclusive, o secretariado e sua também difícil relação entre os próprios auxiliares da gestão, uns com os outros e com o prefeito. Ou seja, a questão, no fim das contas, não falta de líder na Câmara, mas de liderança na prefeitura.