
Na noite da quinta-feira, a Prefeitura Municipal de Paulo Afonso protagonizou mais um grave episódio de abuso de poder e censura cultural, ao impedir pela quarta vez a realização da gravação audiovisual do cantor Heytor Boyzinho, artista da produtora JNC Entretenimento, de Neto Coelho.
O evento havia sido previamente autorizado pela própria administração municipal e pela Polícia Militar, seguindo todas as exigências legais e de segurança.
Mesmo assim, de forma arbitrária, a Prefeitura voltou atrás e iniciou uma sequência de interdições e intimidações, inviabilizando a gravação que marcaria o lançamento oficial do novo projeto do artista.
Ao todo, a produção da JNC Entretenimento teve o evento cancelado em quatro diferentes estabelecimentos da cidade, todos com estrutura adequada e autorização para funcionamento.
Segundo informações, representantes da gestão municipal visitaram os locais e ameaçaram comerciantes, orientando-os a não permitir a realização do show. A ação gerou prejuízos financeiros e morais a empresários, músicos e trabalhadores.
O caso mais recente ocorreu no Brasas Bar, um dos ambientes mais tradicionais da cidade, onde mini-shows acontecem diariamente, com palco fixo e concessão pública regularizada. Mesmo assim, o evento foi novamente interrompido sem justificativa técnica ou legal.
Diante do cenário, o empresário Neto Coelho, proprietário da JNC Entretenimento, fez um pronunciamento firme e simbólico:
“Respeitando as regras narcisistas impostas por quem hoje comanda a cidade, decidi abrir as portas da minha própria casa. Diferente de VOCÊ, prefeito, que o povo nem sabe onde fica a sua casa duvidosa, a minha casa é a casa do povo. Aqui vai ter gravação sim, com comida e bebida para todos. Porque a cultura não pode ser calada”, declarou.
A fala repercutiu amplamente nas redes sociais, sendo vista por muitos como um ato de resistência cultural e política diante do cerceamento imposto pela gestão municipal.
O episódio reacende o debate sobre o uso político da máquina pública, o desrespeito à cultura popular e o ataque à liberdade artística em Paulo Afonso.
A JNC Entretenimento reafirma seu compromisso com a arte, com o trabalho digno e com o povo, reforçando que nenhum poder é maior do que a voz da cultura.