
Cerca de 05 km separam nossos conterrâneos do centro da cidade ao bairro Tancredo Neves (BTN), local onde muitos estudam, trabalham e se deslocam diariamente daqui pra lá e de lá pra cá, na busca de construir uma vida melhor. Morar no BTN 3, por exemplo, pode não ser uma escolha, mas ser humilhado dia após dia pelo sistema de transporte público, ficar até uma hora de relógio exposto ao sol e chuva em pé a espera de num ônibus sem estrutura, não deveria ser uma opção; Esse é o reflexo de uma cidade onde seus governantes, com o atual no centro das atenções não é diferente, até porque este também não priorizou o transporte público.
A tarifa cara no transporte público confirma o lugar que querem destinar a quem não tem dinheiro para bancar. É esse sistema que mantém as pessoas pobres, mais pobres ainda.
Deve existir na Câmara uma comissão especial de estudo do contrato de ônibus; então, por que não debater o tema com a atenção e seriedade que ele merece?
Não há nada mais urgente a ser discutido na Câmara do que mobilidade urbana.
Por essa e tantas outras razões, urge a necessidade da Câmara de vereadores suportar as pressões externas e se comprometer na defesa de uma tarifa justa. Este deve ser o compromisso do vereador com quem o elegeu e com a cidade.
Que o plenário Dr. Manoel Josefino Teixeira, palco de decisões históricas para Paulo Afonso, não seja tomado pelo olhar de decepção de cada cidadão que se dispôs a ir até lá, pagando passagem, para lutar pelo direito de ocupar a própria cidade com equidade. Aqui, deixo meus parabéns à garra dessa mobilização e um recado esperançoso de que a política com trabalho, coragem e propósito vale a pena.
Quem sabe, assim, não teríamos que olhar nos olhos de uma juventude que não consegue acreditar que a política pode, sim, fazer alguma coisa por ela. E definitivamente pode.
