
O que se ouviu recentemente na tribuna da Câmara Municipal de Paulo Afonso não foi apenas uma fala infeliz foi uma verdadeira agressão verbal, carregada de misoginia, autoritarismo e desprezo pela dignidade humana. O autor?
Um vereador que se autointitula “combativo”, mas que parece preso a um passado sombrio, onde o poder se exercia na base da chibata, do cacete e da humilhação.
Ao se dirigir à nova Secretária de Saúde mulher, profissional, conterrânea o nobre edil despejou um discurso que mais parece saído dos porões do coronelismo, misturando machismo, ameaça e uma lamentável nostalgia dos tempos da escravidão. Disse, em alto e bom som: “Agora tá aí, Secretária de Saúde, chegou, tô dando um prazim viu minha conterrânea. Se não fizer o que o município precisa é pau, é cacete e é chibata nessa tribuna. Não pense que porque você é minha conterrânea eu vou passar a mão não, tá ouvindo?”
Essa fala não é apenas inaceitável é repugnante. É a verbalização de tudo o que nossa sociedade vem lutando para superar: o machismo institucional, a violência simbólica contra mulheres, o abuso de poder travestido de “defesa do povo”.
Não se trata de liberdade de expressão. Trata-se de violência verbal, de intimidação, de um atentado contra o respeito que deve existir entre representantes públicos e servidores. E mais grave ainda: isso foi dito dentro da Câmara Municipal, que se autodenomina “Casa do Povo”. Que povo é esse que se representa com ameaças e linguagem de tortura?
A sociedade de Paulo Afonso não pode e não vai normalizar esse tipo de comportamento. É preciso responsabilizar,
deve existir entre representantes públicos e servidores. E mais grave ainda: isso foi dito dentro da Câmara Municipal, que se autodenomina “Casa do Povo”. Que povo é esse que se representa com ameaças e linguagem de tortura?
A sociedade de Paulo Afonso não pode e não vai normalizar esse tipo de comportamento. É preciso responsabilizar, denunciar e exigir que a política local seja feita com ética, respeito e civilidade. O tempo da chibata já passou. E quem tenta ressuscitá-lo, não merece ocupar tribuna alguma.