Política

Paulo Afonso - Bahia - 30/08/2025

José Carlos Aleluia nega acordo com Neto por 2026

Por Mateus Soares - Tribuna da Bahia
Em entrevista, Aleluia negou que sua pré-candidatura tenha sido lançada em acordo com ACM.
Em entrevista, Aleluia negou que sua pré-candidatura tenha sido lançada em acordo com ACM.

Pré-candidato ao governo da Bahia pelo Novo, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia negou, em entrevista à rádio Baiana FM, que sua pré-candidatura tenha sido lançada em acordo com o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) para uma futura união contra o PT no estado em 2026. “Não é um jogo combinado com ninguém. É um jogo combinado com o povo baiano. Exatamente, por isso, que eu não estou preocupado com o número de prefeitos que apoiam o governo, porque isso é da política baiana”, garantiu.

Aleluia destacou que a política no Nordeste, onde o PT mantém forte base eleitoral, é marcada pelo governismo. Segundo ele, sua estratégia será dialogar diretamente com a população. “Eu vou dialogar com o povo sem menosprezar os prefeitos, sem criticá-los, sem reclamar daqueles que estavam contra o governo e que passaram para o governo. Porque sou daqueles que vivo pensando na razão dos outros”, disse.

Ao analisar o cenário eleitoral, o pré-candidato avaliou que a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026 estará diretamente ligada ao desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele lembrou que, em 2022, o petista era pouco conhecido pelos eleitores e contou com a força política do presidente para vencer. “Se ele tiver um apoio de Lula virtuoso como estava há quatro anos, ele é imbatível. Se Lula estiver descendo a ladeira, ele será derrotado junto com Lula”, projetou.

Mesmo reconhecendo a presença constante de Jerônimo no interior e a ampliação de sua base política com prefeitos de diferentes partidos, Aleluia defendeu que a oposição deve buscar derrotá-lo tanto no âmbito estadual quanto nacional.

Aleluia também apostou que o PSD não vai apoiar a candidatura do presidente Lula no próximo ano. "O PSD não vai apoiar Lula. Eu não sei na Bahia, mas no Brasil não vai apoiar Lula. O PSD estará com o governador [de São Paulo] Tarcísio. E, se não estiver com o governador Tarcísio, tem candidato e tem vários candidatos bons. Tem a candidatura do governador [do Paraná] Ratinho Júnior e tem a candidatura do governador do Rio Grande do Sul [Eduardo Leite]. Então, o PSD não vai apoiar Lula", previu.

Na entrevista, o ex-deputado também criticou a política de segurança pública adotada pelo governo baiano e prometeu mudanças caso seja eleito. Ele afirmou que, em sua gestão, a polícia terá liberdade para atuar em qualquer região do estado. “Não terá território na Bahia que a polícia não possa entrar a qualquer hora e não ser importunado. O criminoso ou muda de profissão ou muda de estado, porque se não vai parar na cadeia e vai ser tratado como deve ser tratado com os rigores da lei”, declarou.

Para Aleluia, a atual gestão erra ao adotar uma postura de diálogo com organizações criminosas. “Aqui não há enfrentamento, aqui está dialogando, o governo da Bahia está cometendo o erro de dialogar com o crime organizado. O crime organizado é um grupo terrorista. Não se negocia com terrorista. Terrorista se combate e se vence”, concluiu.


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