
É comum que as mulheres sejam mais duramente atacadas do que os homens quando ocupam cargos de poder. E é compreensível que o uso da autoridade — sobretudo quando exercida nos limites e no rigor da lei, em defesa dos mais vulneráveis — assuste aqueles que, por tanto tempo, se beneficiaram das sombras do poder.
Não, não me espanta que Sabrine Canonice, pelo seu desempenho, na sub secretaria da Mulher, já tenha sido “fritada por alguns em banha de porco” — como diz o dito popular —. É justamente por trazer um jeito novo, sensível e corajoso de conduzir o poder que isso vem acontecendo. O que Sabrine representa é mais do que uma pessoa em função pública: ela carrega em si o gesto inédito de escutar o que nunca foi ouvido, de acolher o que sempre foi descartado, de iluminar o que historicamente se manteve à margem.
Daqui para frente, veremos Sabrine Canonice com mais frequência nas manchetes.
A Sabrine nos convoca, com sua presença, a olhar, cara a cara, a dura realidade dos que já não têm sequer a esperança — e a fortalecer, com coragem, os caminhos de um controle público que, infelizmente não se parece com o povo.