
PAULO AFONSO- O líder da oposição, Jailson Oliveira (Progressistas), a cada dia mais à vontade no púlpito, como se tivesse nascido falando em público, e, vale dizer, sem qualquer receio de em breve – como preveem as más línguas – deixar a Câmara, disse as últimas sobre a secretária de saúde Renata Fernandes.
Antes, Jailson observou que os funcionários da prefeitura que formaram claque na última segunda, para aplaudir Renata como se estivessem num picadeiro, evadiram-se desta sessão.
“Peçam a Deus para que nem vocês nem um parente de vocês fique doente que aí ninguém vai aplaudir mais a secretária”, advertiu, depois de apresentar pacientes em fila indiana nos corredores do Hospital Regional de Paulo Afonso (BTN).
“Minha esposa foi demitida por perseguição política”, afirma vereador.
Mas Jailson tinha veneno na algibeira que deixou guardado estrategicamente. Hoje, simplesmente, o vereador comparou a trajetória da sua mulher, a enfermeira Dayane, demitida pelo prefeito Galinho (PSD), há duas semanas, e a de Renata, também enfermeira.
“Eles pensaram que deixando a minha esposa lá (UPA) onde ela tinha vinte anos de serviços prestados eu iria me calar. Mas o que me conforta é que ela foi demitida por perseguição política e não por falta de competência e todos aqui conhecem ela. Uma pessoa que se dedicou a todo tempo com amor e carinho a todos os pacientes, com humildade e simplicidade, porque eu estou aqui cobrando. E eu digo, secretária de saúde, que a senhora é uma das mentoras para isso, que minha esposa não traiu a gestão passada, ela não precisou passar informações da outra gestão para que hoje se mantivesse num cargo, de enfermeira, muita menos de secretária”, detonou Jailson.
Vale registrar que nenhuma alma viva do governo presente à Casa defendeu a chefe de saúde de tais acusações.
