
Sem dúvidas, a jóia principal da nossa coroa da nossa atividade política estará em disputa nas eleições de 2026. Reporto-me àquele que irá ocupar a presidência da República, afinal de contas, o regime presidencialista confere àquele que for eleito presidente, em nosso país, um duplo comando, o do nosso Estado, e também do nosso governo.
Infelizmente, aqui nesse longínquo Paulo Afonso, o regime que vivenciamos não é considerado presidencialista e nem parlamentarista, e sim, uma mistura de Carimbó, diga-se de passagem, uma mistura propositadamente preparada para atender os mais escusos interesses, jamais o interesse público, afinal de contas, quando engendradas, àqueles que em suas campanhas eleitorais denominavam de “povo”, são prontamente excluídos.
Para além da escolha do futuro presidente, das eleições de 2026, nós brasileiros, iremos escolher os nossos 27 governadores, 54 dos nossos 81 senadores e todos os nossos 513 deputados federais, e ao que tudo está nos levando a crer, após as instituições do chamado fundo eleitoral e das emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos, politicamente, as reais e necessárias mudanças que o nosso país tanto precisa não irão acontecer, como nada acontece quando se troca seis por meia dúzia. O então rei Pelé foi duramente criticado por haver dito que o eleitor brasileiro não sabe votar, corrigindo-o, digo eu: não interessa as nossas elites, as de natureza política, que o nosso o povo saiba ou não votar.