Política

Paulo Afonso - Bahia - 21/05/2025

Zona Azul: reflexões sobre a cobrança de estacionamento

Bob Charles DRT BA 3.913
Divulgação

A cobrança pelas vagas públicas é comum em muitas cidades, mas nunca emplacou em Paulo Afonso.

Para a cidade, pode-se que dizer que a cobrança é positiva basicamente por quatro motivos: ordenar os espaços públicos; cobrar de quem efetivamente usa as vagas; desestimular o uso do automóvel; garantir recursos para investimentos em mobilidade.

O ordenamento das áreas públicas é fundamental. Basta uma caminhada curta pela cidade para notar os problemas em razão do vale-tudo na hora de estacionar: carros em fila dupla (ou tripla) e bloqueando rampas. Canteiros, calçadas e ciclovias também são invadidos por motoristas. 

Atualmente quem usa as vagas públicas não é cobrado e o valor pelo uso das vagas é indiretamente pago por todos, mesmo por quem não dirige. Ao regulamentar a cobrança, a fatura pela vaga será cobrada diretamente de quem usa. Além de atribuir valor ao espaço da vaga, a zona azul (como é conhecida) propicia rotatividade. Ou seja, mais pessoas usam as vagas, o que é bastante positivo para o comércio.    

Outro argumento favorável é que a cobrança acaba desestimulando o uso do carro. Ao saber que terá que pagar pela vaga, o motorista pode repensar e considerar outras opções como ônibus, mototaxistas, ou a caminhada e a bicicleta.

É preciso repensar a cidade. Criada com base no automóvel, seis décadas depois, Brasília pode e deve adotar os preceitos da mobilidade moderna e sustentável, com prioridade ao transporte coletivo e aos pedestres e ciclistas. Esse é o rumo trilhado pelas cidades modernas.

 


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