
Os pingos se unem para formar a chuva, e se separam quando precisam amenizar o sofrimento de muitos. Assim também foram eles: dois pingos de serenidade, que nos olhavam com respeito e nos ouviam com atenção. Mesmo diante das dificuldades, carregavam no rosto sorrisos cheios de otimismo, como quem sabia que, no fim, tudo daria certo.
Mas a chuva não se resume a dois pingos. Dela também nasceu um terceiro, fruto do amor entre seu Peri e Dona Waldir: Valmir Leal, o nosso eterno Pitú. Hoje, esse pingo especial também se despede da terra e vai ao encontro dos pais. O craque da bola, do sorriso fácil, da amizade verdadeira, parte agora para jogar uma nova e gloriosa partida desta vez, ao lado de Jesus.
Pitú encantava nos campos da vida com talento, alegria e humildade. Era daqueles que jogavam com a alma e viviam com o coração. Hoje, certamente, ele está vestindo a camisa do céu, entrando em campo com a leveza de quem sempre jogou limpo, e sendo recebido com festa por aqueles que o amaram primeiro.
De onde estiverem, esses três serão sempre chuva que consola, amor que aquece, e presença que jamais se apaga. Serão referência para quem os conheceu, amou e respeitou. Foram pais, avós, amigos. Pessoas que se doaram para ver os outros felizes, que mesmo em silêncio continuam ensinando sobre generosidade, fé e bondade.
Obrigado, Dona Waldir, seu Peri e Valmir Leal. Aqui ficamos órfãos de três almas maravilhosas, mas eternamente gratos pelo privilégio da convivência. Que a saudade que agora dói, um dia se transforme em luz. E que, lá no céu, a partida seja sempre de paz, alegria e reencontro.