
Foram trinta anos de um projeto que se vendia como lealdade ao povo, mas que, na prática, só funcionava para os amigos do rei. Trinta anos de sorrisos falsos, promessas recicladas e uma gestão onde a cidade era apenas o pano de fundo para os interesses de poucos. O discurso era bonito, o marketing eficiente, mas o resultado foi amargo: um município sucateado, entregue ao caos, à miséria administrativa e ao abandono social.
Quem conhece um pouco de política sabe: qualquer nova gestão precisa, antes de tudo, entender a extensão dos danos. E o que se encontrou foi uma terra arrasada. Um desmonte cruel, feito com requintes de negligência, e que exige tempo e coragem para se reestruturar.
Cobrar resultados imediatos em meio a um cenário de devastação não é apenas injusto, é maldade travestida de crítica. É querer transferir a culpa dos desmandos passados para quem acaba de assumir o leme de um navio à deriva.
É hora de exigir responsabilidade de quem teve poder por três décadas e deixou um legado de escombros.