Bastidores

Paulo Afonso - Bahia - 17/04/2026

Prefeito Mário Galinho tenta calar saúde popular e vira alvo de revolta

Dimas Roque
Divulgação

A manhã de hoje (17) no bairro Tancredo Neves, em Paulo Afonso/BA, foi marcada por tensão e indignação. O Dia do Bem + Saúde organizada pelo vereador de oposição Jaílson Oliveira, anunciada com antecedência e devidamente autorizada, recebeu a visita inesperada da vigilância sanitária municipal. A ação, segundo relatos, tinha como objetivo impedir a continuidade do evento, que já estava em pleno funcionamento e atendendo dezenas de moradores carentes.

Jaílson Oliveira afirmou que todos os documentos necessários para a realização do evento estavam em ordem. O vereador disse ter protocolado a solicitação no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e obtido autorização oficial. Além disso, apresentou outros registros que comprovavam a legalidade da iniciativa. A tentativa de barrar o evento, portanto, levantou suspeitas de motivação política e reforçou a percepção de perseguição contra ações da oposição.

A decisão da prefeitura, comandada pelo prefeito Mário Galinho, gerou revolta imediata entre os presentes. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram moradores gritando contra os fiscais, pedindo que se retirassem e acusando-os de atrapalhar um serviço essencial. A população, que esperava apenas receber atendimento médico e orientações de saúde, viu-se diante de um impasse criado pelo poder público.

Populares apontam que a postura da gestão municipal expõe uma contradição grave, que em vez de apoiar iniciativas que ampliam o acesso à saúde, a prefeitura tenta sufocar esforços que beneficiam diretamente os mais pobres. A medida, tomada no dia do evento, sem aviso prévio, reforça a imagem de um governo que age de forma autoritária e desconsidera o impacto de suas decisões na vida cotidiana da população.

O episódio fortalece o discurso de que Mário Galinho governa com foco em interesses políticos e não nas necessidades da comunidade. Ao tentar impedir uma ação de saúde que já estava autorizada, o prefeito não apenas criou um escândalo, mas também se colocou como inimigo da população carente. A revolta popular registrada em vídeos é o retrato de uma cidade que exige respeito e não aceita ser silenciada.

 

 

 

 

 

 


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