
287 servidores (incluindo 17 vereadores) constam na folha de pagamento de maio/2026. Custo mensal total: R$ 1.041.912,10, segundo o TCM-BA. Média por gabinete: 16 funcionários, muitos sem função técnica clara. Despesa anual estimada: mais de R$ 12,5 milhões apenas com pessoal.
Esses números revelam uma estrutura desproporcional para uma cidade que enfrenta graves carências em áreas como saúde, saneamento e proteção animal.
Estima-se que Paulo Afonso tenha mais de 3.000 a 5.000 cães e gatos abandonados, segundo ONGs locais.
A ausência de políticas de controle populacional e de abrigos adequados gera riscos sanitários e acidentes.
Um canil estruturado para mil animais custaria cerca de R$ 250 mil mensais, incluindo veterinários, alimentação e manutenção — apenas 25% da despesa da Câmara.
Com gestão eficiente, seria possível resolver grande parte do problema e transformar o tema em política pública permanente.
O vereador Valmir Rocha (PCdoB), conhecido por se declarar defensor da causa animal, tem reclamado que suas emendas parlamentares não são executadas pelo Executivo. A contradição é evidente: mesmo aliados do prefeito reconhecem a ineficiência da gestão, mas continuam sustentando o sistema que perpetua o descaso.
Enquanto isso, a maioria dos vereadores usa as redes sociais para autopromoção, ignorando suas funções constitucionais de fiscalizar e legislar. O resultado é uma Câmara que vende ilusões e consome recursos públicos sem retorno social.
A população precisa exigir uma renovação de pelo menos 80% da Câmara nas próximas eleições. Paulo Afonso carece de representantes com compromisso real com o povo, não com cabides de emprego e acordos políticos.
A pauta da renovação já deve ser o centro do debate eleitoral. A cidade não pode continuar sendo refém de uma estrutura que custa caro, entrega pouco e ignora os problemas mais urgentes.
Fonte/Autor: diáriod4notícias