
Há dias em que a gente acorda com a sensação de que falta alguma coisa. Não sabemos exatamente o quê, mas existe um vazio silencioso que nem o dinheiro, nem as conquistas e nem os aplausos conseguem preencher. Então seguimos correndo pela vida, acreditando que a felicidade está sempre no próximo objetivo, na próxima compra ou no próximo reconhecimento.
Curioso é perceber que, enquanto procuramos tanto do lado de fora, negligenciamos a maior fortuna que já nos foi entregue: o amor de Deus.
E talvez seja justamente por isso que tanta gente tenha quase tudo e ainda carregue um coração cansado. Porque existem dores que nenhum luxo consola e batalhas internas que somente a fé consegue acalmar.
O amor de Deus tem um jeito diferente de agir. Ele não chega fazendo barulho, nem exige grandeza para existir. Vai entrando devagar, trazendo paz aos pensamentos, serenidade ao coração e força para suportar as adversidades da vida. É como um abraço invisível nos dias difíceis, uma luz pequena que insiste em permanecer acesa mesmo quando tudo parece escuro.
No fundo, talvez o que falte ao homem moderno não seja mais riqueza, mas mais presença de Deus dentro da alma. Porque quando a fé floresce, até os dias difíceis passam a carregar esperança.
Fonte/Autor: Itaibes Paiva