
Paulo Afonso completa um ano e cinco meses desde a eleição de Mário César Barreto Azevedo (PSD). O que deveria ser um marco de renovação política se transformou em um período de instabilidade, escândalos e desorganização administrativa. Desde que assumiu o comando da cidade, o prefeito acumula denúncias, desgastes e crises que paralisaram o funcionamento da máquina pública.
Ao invés de austeridade, a gestão de Mário Galinho tem sido marcada por gastos excessivos em festas e decisões questionáveis. Conforme é do conhecimento de todos, o prefeito se aprofundou na realização de eventos festivos, ignorando decretos de contenção de despesas e priorizando gastos supérfluos enquanto as ambulâncias que conduzem pacientes do TFD ( Tratamento fora de Domicílio), para Salvador e Recife estão sucateadas. Pneus carecas, portas amarradas com arame. O contraste entre o luxo das festas e o abandono dos serviços públicos expõe o descompasso entre o discurso e a prática.
Paulo Afonso vive hoje um colapso administrativo generalizado. Servidores municipais sofrem com atrasos salariais, professores relatam dificuldades para receber estes proventos, e a insatisfação se espalha entre as categorias do funcionalismo.
Ainda na educação, escolas municipais no meio rural operam em situação precária, com infiltrações, salas sem ventilação e carência de materiais básicos. Professores denunciam o abandono e a ausência de investimentos.
Na saúde, o cenário é ainda mais grave: faltam medicamentos, profissionais e insumos em unidades básicas, enquanto pacientes enfrentam longas filas e desassistência.
Em meio a esse caos, o resultado não poderia ser outro: Uma cidade estagnada, com servidores desmotivados, serviços essenciais em colapso e um governo que se mostra incapaz de responder às demandas mais básicas da população.
A cidade, que esperava mudança, agora vê seu prefeito cercado por investigações, restrições e descrédito, símbolo do colapso ético e moral que domina Paulo Afonso. As investigações apontam que empresários usaram e usam a estrutura da Prefeitura para se beneficiar com cargos, contratos e influência política. O sistema, funciona como um verdadeiro “tabuleiro de poder”, onde o voto, o cargo e o favor se entrelaçam. O clima em Paulo Afonso é de desgaste, desconfiança e desesperança.
A gestão Mário Galinho se tornou sinônimo de crise, desordem e retrocesso, deixando a população refém de uma administração que prometeu mudança e entregou instabilidade.

Fonte/Autor: Bob Charles DRT BA 3.913