
Há um abismo crescente entre a prefeitura da Cidade e a vida real de quem depende da rede pública de saúde em Paulo Afonso. Um abismo sustentado não apenas por falhas administrativas, mas por uma escolha política clara: a de governar à distância do sofrimento cotidiano da população. Saúde, tornou-se o retrato de um sistema que não acolhe, não responde e não se responsabiliza. Desde que assumiu a gestão, a instabilidade se aprofundou, enquanto o prefeito Mário galinho optou por tratar o problema como ruído administrativo, não como emergência social.
O que se vê nas unidades básicas de saúde é uma rotina que afronta qualquer noção de humanidade. O número reduzido de atendimentos não cobre, nem de longe, a demanda de uma cidade com 115 mil habitantes. Para cirurgias ou atendimentos especializados, o cenário se torna ainda mais cruel. Há quem pague a terceiros para enfrentar filas e madrugadas, porque adoecer, para muitos, virou um risco que o município não cobre. Em Paulo Afonso, sob a atual gestão, o cidadão não tem sequer o direito de adoecer.
Enquanto isso, o prefeito Mário Galinho se mantém alheio. Talvez porque não precise. Quando adoece, não enfrenta madrugadas em calçadas nem disputa vagas escassas. É acomodado em leitos de hospitais privados, pagos, em última instância, pelos mesmos cidadãos que hoje dormem ao relento tentando salvar a própria vida.
O eleitor pauloafonsino colocou Mário Galinho na cadeira principal do Palácio da Cidade esperando responsabilidade, presença e ação. O que recebe, no entanto, é abandono institucional. A saúde pública não está em crise por falta de avisos. Está em crise por falta de comando, de sensibilidade e de compromisso. E essa conta, todos os dias, recai sobre quem menos pode pagar.
Fonte/Autor: Bob Charles DRT BA 3.913