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Paulo Afonso - Bahia - 31/01/2026

CPI da Saúde Enterrada por Dentro: a Covardia Política que Paulo Afonso Não Pode Esquecer

Divulgação
Dois vereadores e o presidente da casa mudaram o rumo da história
Dois vereadores e o presidente da casa mudaram o rumo da história

Paulo Afonso viveu, mais uma vez, um daqueles episódios que ajudam a explicar por que a desconfiança da população em relação à política local só aumenta. A chamada CPI da Saúde, proposta para investigar suspeitas de irregularidades e possíveis compras superfaturadas na área da saúde, não morreu por decisão do Judiciário, como parte da narrativa oficial tentou fazer crer.

Ela foi assassinada politicamente dentro da própria Câmara Municipal, pela retirada covarde de assinaturas de vereadores que haviam assumido publicamente o compromisso de investigar.

O requerimento de criação da CPI da Saúde atendia a todos os requisitos legais, com o número mínimo de assinaturas exigido pelo Regimento Interno da Câmara. O objeto era claro: investigar contratações, dispensas de licitação e compras realizadas na saúde municipal, muitas delas durante o período mais crítico da pandemia.

Havia fatos, documentos e indícios suficientes para justificar a investigação. Tanto é assim que, em um primeiro momento, a Justiça determinou a instalação da CPI, reconhecendo que o direito da minoria parlamentar estava sendo violado. Mas o que aconteceu em seguida escancara o verdadeiro problema.

Dois vereadores mudaram o rumo da história

No momento decisivo, dois vereadores retiraram suas assinaturas do requerimento, inviabilizando politicamente a CPI e oferecendo o argumento perfeito para o arquivamento definitivo do processo.

Os nomes precisam ser ditos, porque a história não pode ser reescrita:

Albério Faustino Farias,(Bero Jardim Bahia) que retirou sua assinatura e, mesmo assim, foi reeleito, sem jamais dar uma explicação convincente à população sobre sua mudança de postura;

Gilmário Soares da Silva, que também retirou o apoio e, diferentemente de Albério, foi rejeitado pelas urnas, em um claro sinal de reprovação popular.

Esses dois atos isolados foram suficientes para desmontar uma investigação que poderia esclarecer suspeitas graves envolvendo recursos públicos da saúde.

CPI da Saúde Enterrada por Dentro: a Covardia Política que Paulo Afonso Não Pode Esquecer. Dois vereadores e o presidente da casa mudaram o rumo da história

Gilmario Soares Silva ex-vereador, Zé de Abel presidente da câmara e Alberio Faustino (Bero JD Bahia) .

Paulo Afonso viveu, mais uma vez, um daqueles episódios que ajudam a explicar por que a desconfiança da população em relação à política local só aumenta. A chamada CPI da Saúde, proposta para investigar suspeitas de irregularidades e possíveis compras superfaturadas na área da saúde, não morreu por decisão do Judiciário, como parte da narrativa oficial tentou fazer crer.

Ela foi assassinada politicamente dentro da própria Câmara Municipal, pela retirada covarde de assinaturas de vereadores que haviam assumido publicamente o compromisso de investigar. Criou-se, deliberadamente, a narrativa de que a CPI foi barrada exclusivamente por decisões judiciais. Essa versão não resiste aos fatos.

Gilmário não foi localizado, Bero JD Bahia e Zé de Abel não retornaram os nossos contatos. O Espaço está aberto para as manifestações dos envolvidos.

 

Fonte/Autor: Cledson Santana Fonte: diariod4noticias

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