
Esclarecimento
Diante de especulações recorrentes esclareço, de forma direta e definitiva, que não possuo qualquer intenção de me candidatar a cargos políticos, em nenhuma esfera.
Sou, sim, um ser político, como todo cidadã consciente, crítica e comprometida com a coletividade.
No entanto, sou também suficientemente técnica, ética e lúcida para compreender que nem toda atuação política exige candidatura, palanque ou cargo.
Há quem confunda protagonismo intelectual com ambição eleitoral — equívoco comum em ambientes onde competência costuma causar desconforto.
É verdade que, por muito tempo, fui subestimada pela conjuntura política. Talvez porque pensar, questionar e agir com autonomia ainda incomodem estruturas que se sustentam mais na conveniência do que nos princípios.
Ainda assim, deixo claro: já decidi de que lado estou. E isso não se anuncia em discursos vazios, mas se revela nos atos, nas escolhas e nas coerências mantidas por mim.
Cabe registrar que meu trabalho na área da saúde, como gestora e especialista em saúde pública, aliado ao meu propósito contínuo de resgate e fortalecimento de mulheres, realizado em todas as edições da minha imersão feminina, sem fins lucrativos, e sempre amparada por parceiros e patrocinadores que acreditam, ao longo dos anos, nos resultados concretos desse trabalho, assim como minha atuação na educação como professora e meu compromisso técnico e científico com as neurodivergências, precedem em muito qualquer participação ou aproximação com o cenário político atual. São trajetórias construídas com formação, prática, responsabilidade social e enfrentamento real de problemas — não com oportunismo circunstancial ou conveniência institucional.
Aproveito para agradecer, com respeito e consideração, a todos os deputados, deputadas, candidatos e lideranças políticas que me procuraram, demonstrando reconhecimento pelo meu trabalho e pela minha trajetória. O diálogo sempre foi — e continuará sendo — bem-vindo, desde que pautado pela ética, pelo respeito e pela seriedade com a coisa pública.
Faço também um esclarecimento que considero essencial: minha aproximação com a política jamais esteve vinculada a dinheiro, necessidade de remuneração ou qualquer tipo de benefício pessoal. Sempre acreditei que poderia contribuir para a transformação de vidas, para o fortalecimento humano e social do município. E, de forma coerente com isso, faço há décadas do meu próprio jeito — sem jamais ter solicitado ou dependido de qualquer política pública, favor institucional ou apadrinhamento político.
Errar é uma possibilidade inerente à condição humana. Acreditar também pode nos conduzir ao erro. Reconheço que errei, e não descarto a possibilidade de errar novamente — quantas vezes forem necessárias. A diferença é que não me omito, não terceirizo responsabilidades e aprendo com cada equívoco.
Hoje, escolho apoiar e caminhar ao lado de quem demonstra, por atitudes concretas, possuir princípios e valores — e, mais importante, honrá-los. Não me movo por promessas, cargos ou narrativas bem ensaiadas. Movimento-me por coerência, ética e compromisso real com o bem comum.
Há 30 anos escolhi este município para viver. Minha contribuição sempre foi — e continuará sendo — técnica, crítica, responsável e comprometida com o desenvolvimento humano, social e institucional da cidade. Independentemente de como isso seja interpretado por quem prefere minimizar, deslegitimar ou silenciar vozes que não se dobram.
Posicionamento não é oportunismo.
Crítica não é ambição.
E independência, definitivamente, não é neutralidade.
Atenciosamente,
Sabrine Canonici.
Fonte/Autor: DP