
Em mais um episódio que escancara o uso da máquina pública para fins políticos, o prefeito de Paulo Afonso, Mário César Barreto Azevedo (PSD), mostrou mais uma vez que não aceita ser contrariado. Após o rompimento com o ex-lider do seu governo na câmara, Jean Roubert Félix Neto, o gestor municipal decidiu sacar sua já conhecida “caneta do mal” e assinou a demissão de 59 trabalhadores humildes a maioria ligada ao parlamentar.
Segundo informações apuradas pela coluna Bastidores, foram 59 demitidos grande parte deles por Jean, todos afastados de seus cargos por pura retaliação política. A maioria são pessoas simples, pais e mães de família, que dependiam do salário para colocar comida na mesa — agora, jogadas ao desemprego por uma decisão movida a rancor e perseguição.
A atitude do prefeito MCBA é vista por muitos como autoritária e cruel, reforça a velha prática da política atrasada: quem não se curva ao chefe, paga com o emprego. Enquanto isso, o discurso de “governo petista popular” e “defesa dos mais humildes” parece ter ficado apenas na propaganda — porque, na prática, quem mais sofre com suas decisões são justamente os que menos têm culpa e mais precisam.
E quando achamos que o cenário pode melhorar, somos surpreendidos com um decreto com 59 demissões de cargos comissionados às vésperas do Natal.
Não há justificativa técnica ou humanitária que explique essa decisão, a não ser o desejo de manter o controle político por meio do curral eleitoral.
O que precisamos de fato é de concurso público urgente, com critérios justos e transparentes, e de políticas sérias de geração de emprego e renda, por meio da Secretaria de Trabalho e Renda. Só assim poderemos devolver a dignidade ao nosso povo e acabar com esse ciclo de dependência política.

Fonte/Autor: Bob Charles DRT BA 3.913