
A democracia se sustenta na escolha consciente de representantes capazes de defender os interesses da população. No entanto, quando o eleitorado se deixa levar por discursos vazios ou figuras caricatas, o resultado pode ser desastroso. É o que se observa hoje na Câmara Municipal de Paulo Afonso, onde a condução da Lei Orçamentária Anual (LOA) escancarou a fragilidade da representação popular.
Recentemente, um vídeo gravado pelo vereador conhecido como Beto Doido gerou forte indignação. Em tom agressivo e desrespeitoso, o parlamentar atacou a própria população que o elegeu, reforçando a percepção de que sua presença no legislativo é fruto da falta de consciência política e da ausência de critérios na escolha dos representantes.
A aprovação da LOA em 100% pela base governista, sem análise técnica ou debate aprofundado, foi considerada por especialistas e cidadãos como uma aberração. Para muitos, trata-se de um processo conduzido de forma automática, sem considerar os impactos sociais e econômicos sobre a cidade. “É como engolir uma decisão goela abaixo”, resumiu um morador revoltado. Para o vereador, possuir maioria no parlamento seria suficiente, ignorando o dever de avaliar os efeitos práticos das medidas. A postura foi classificada como vergonhosa.
O episódio revela um problema maior: quando a população escolhe mal seus representantes, acaba sofrendo as consequências de decisões precipitadas e pouco fundamentadas. Em Paulo Afonso, o governo segue à deriva, sem liderança firme e sem diálogo consistente com a sociedade.
Nas ruas, cresce a indignação. O sentimento predominante é de vergonha e frustração, pois o voto que deveria ser instrumento de mudança transformou-se em motivo de arrependimento. O caso de Beto Doido tornou-se símbolo dessa decepção, fazendo jus ao apelido que carrega e deixando claro que, quando o voto é mal direcionado, quem paga o preço é o povo.
Fonte/Autor: Cledson Santana