
Estamos chegando naquele trecho final do ano em que até o calendário parece pedir férias, e o clima geral é o seguinte: metade do povo está no Mounjaro, e a outra metade no Rivotril ou no álcool. Um verdadeiro rodízio emocional — só que sem sobremesa grátis.
2025 veio tipo tia sincera em almoço de domingo: “Meu filho, se você não se organizar, a vida organiza você.” E organizou — cada um pro seu remedinho.
De um lado, o pessoal do Mounjaro, emagrecendo tão rápido que até a sombra ficou mais fina. É gente que passou o ano inteiro dizendo: — “Não é dieta… é biotecnologia.” E o prato de salada triste que o diga. Pouca preocupação com o efeito colateral!
Do outro lado, o time do Rivotril, que passou 2025 tentando segurar a sanidade com dois dedos e um suspiro. Esse ano exigiu estabilidade emocional de um povo que mal consegue estabilizar a internet do Wi-Fi — vamos combinar.
E tem também o grupo do álcool, aquele que decidiu que, já que o Brasil é um país tropical, o fígado pode ser uma entidade religiosa: — “Se D. quiser, amanhã eu paro…” E o Criador, coitado, só observa as loucuras.
O mais curioso é que está todo mundo no mesmo barco — só mudam os remos. Uns remam acelerados, sem fome, sem sono, sem paciência. Outros remam devagarinho, quase dormindo no remo. E alguns remam torto, mas cantando: — “Simbora que hoje é hoje!”
E no meio disso tudo, 2025 provou que só… quem mantém o humor em dia consegue atravessar essa temporada final sem precisar de bula.
Porque rir, meu caro, ainda não precisa de receita. E enquanto não inventarem uma farmácia que entregue paz de espírito por delivery, a gente segue assim: rindo, tropeçando, levantando, e torcendo pra virada do ano ter cheiro de esperança — e não só de protetor solar e energético.
Fonte/Autor: Luciano Júnior