
A Consciência Negra é mais do que uma reflexão é uma afirmação de existência.
É reconhecer que a história do povo negro não começa na dor, mas na força, na criatividade, na resistência e na sabedoria ancestral que atravessou oceanos e séculos.
Falar de Consciência Negra é admitir uma verdade simples e profunda: somos um país moldado por mãos negras, enriquecido por culturas negras e sustentado por saberes negros.
Não há música brasileira sem o batuque que ecoa da África.
Não há culinária, não há fé, não há ritmo, não há luta social que não carregue a marca de um povo que transformou sofrimento em coragem e apagamento em presença.
A consciência nasce quando abrimos os olhos para isso.
Quando entendemos que racismo não é uma sombra distante, mas um desafio diário que exige postura, empatia e políticas públicas.
E que combater o racismo não é um favor é um dever moral, social e humano.
A Consciência Negra nos chama a celebrar vidas, trajetórias e conquistas.
A olhar para cada criança negra e garantir que ela cresça sabendo que sua cor é beleza, potência e orgulho. A construir um Brasil onde igualdade não seja promessa, mas prática. A verdade que precisamos acreditar é essa: quando o povo negro avança, o Brasil inteiro avança. E é assim que honramos a consciência reconhecendo, valorizando, aprendendo e caminhando juntos.
Fonte/Autor: Itaíbes Paiva