
Um mês depois de renunciar ao posto de líder da bancada governista, o vereador Jean Roubert (PSD) tem mudado o tom de seus discursos a cada semana. As abordagens filosóficas do professor são tidas como um claro descontentalento ao atual modelo de gestão.
"Se não somos maduros e racionais para fazer uma leitura do momento que estamos vivendo, e se não estamos atentos às dores, para que serve estarmos aqui?", indagou o vereador nesta segunda-feira (3/11), na tribuna da Câmara.
Jean fez um comparativo entre os primeiros onze meses da nova Administração Municipal e os anos anteriores. Nesse período, a gestão foi classificada por ele como 'carcumida e sem rumo'.
Pode ser mera coincidência que as palavras do ex-líder da situação traduzam o sentimento de frustração da maioria do povo de Paulo Afonso, que no 11° mês da nova gestão ainda não viu muita diferença dos últimos dois anos. Aliás, parece que a mudança sonhada pelos pauloafonsinos até agora não aconteceu. Eles ainda convivem com quase todos os problemas do passado, como lixo e entulho nas ruas, matagais em terrenos baldios e serviço de saúde precário.
"A Constituição é clara: nós somos independentes, porém, harmônicos, com autonomia para fiscalizar, legislar e orientar o que deve ser consertado. A harmonia vem do diálogo para governar com foco no bem-estar do povo", pontuou.
Jean encerrou enfatizando que ninguém consegue fazer nada sozinho. Segundo ele, "Quem tenta construir algo sozinho é comparado a uma ilha, que não nunca vai a lugar nenhum".
Fonte/Autor: Washington Luís - radialista - DRT: 4109