
O turismo é, para muitos lugares, mais do que uma atividade econômica: é uma estratégia de desenvolvimento, uma fonte de renda sustentável e um vetor de dignidade social. Cidades que antes eram pequenas vilas tornaram-se potências econômicas e sociais graças à inteligência com que souberam explorar suas belezas, culturas e vocações locais. Água Branca (AL), Canindé de São Francisco (SE) são exemplos vivos de como o turismo bem planejado transforma realidades.
São lugares limpos, organizados, empreendimentos familiares prósperos e, sobretudo, sem miséria aparente. É raro ver moradores de rua. Por quê? Porque o turismo gira a economia local. Emprega o jovem que trabalha em pousadas, o idoso que guia turistas, a mãe que cozinha doces artesanais, o agricultor que fornece ingredientes típicos. É a economia da inclusão.
Enquanto isso, Paulo Afonso — com sua cultura rica e seu povo acolhedor — ainda engatinha no turismo, mesmo tendo potencial para se tornar um dos principais destinos no interior da Bahia. O município pode, sim, gerar emprego, renda e riqueza por meio do turismo — e há caminhos claros para isso.
Eventos como o São João e a Copa Vela sempre demonstraram, o impacto do turismo de entretenimento. nestes eventos, hotéis lotam, restaurantes trabalham em capacidade máxima, o comércio aquece. Esses eventos movimentam milhões de reais em poucos dias.
Se forem estruturados com mais profissionalismo, comunicação estratégica e pacotes turísticos integrados, podem colocar Paulo Afonso de volta ao calendário nacional de eventos.
O Raso da Catarina , com suas paisagens de tirar o fôlego, é um dos destinos com maior potencial para o ecoturismo. O turista do século do nosso tempo quer mais do que praias e compras — ele quer experiências, contato com a natureza, sustentabilidade.
É claro que o turismo, sozinho, não resolverá todos os problemas econômicos de paulo Afonso. Mas ele pode ser uma grande via rumo ao progresso. Ao gerar emprego local, ao valorizar a cultura, ao atrair investimentos e dar orgulho ao povo, ele se torna um motor de desenvolvimento de baixo impacto ambiental, mas de alto impacto social.
Investir em turismo é investir em autoestima coletiva. É dizer ao mundo que temos algo precioso a mostrar. Que temos riquezas que não saem da terra, mas que brotam do coração da floresta e da alma de seu povo.
Fonte/Autor: Bob Charles DRT BA 3.913