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Opinião

Paulo Afonso - Bahia - 28/06/2025

Mães Atípicas: Heroínas Invisíveis em Batalha Diária

Divulgação

Ser mãe já é, por si só, um desafio gigantesco. Mas ser mãe atípica aquela que cuida de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições especiais é viver uma jornada ainda mais intensa, marcada por sobrecarga, luta e, sobretudo, amor incondicional. Essas mulheres assumem um papel complexo: são cuidadoras, terapeutas improvisadas, defensoras incansáveis dos direitos dos filhos e, muitas vezes, as únicas responsáveis pelo sustento da família.

O papel da mãe atípica vai além da maternidade tradicional. Ela precisa se desdobrar entre consultas médicas, terapias, burocracias intermináveis e o cuidado diário, que raramente dá espaço para descanso. Ao mesmo tempo, essas mães são forçadas a encontrar formas de trabalhar formal ou informalmente para garantir o básico: alimentação, medicação, transporte e o bem-estar do filho.

O mercado de trabalho, por sua vez, é pouco acolhedor para essa realidade. A maioria dessas mães acaba desempregada ou subempregada por falta de políticas públicas que amparem sua dupla jornada.

E o que os governantes têm feito por elas? Pouco. Apesar de avanços pontuais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a possibilidade de jornada reduzida para servidores públicos com filhos com deficiência, faltam políticas inclusivas e eficazes para mães atípicas. Creches especializadas, auxílio financeiro digno, vagas de emprego com flexibilidade, suporte psicológico e capacitação profissional ainda são sonhos distantes para muitas dessas mulheres.

Enquanto o Estado se omite, a sociedade também precisa despertar. Podemos ajudar oferecendo rede de apoio, escuta empática, respeitando os espaços dessas mães e pressionando por mudanças reais. Apoiar mães atípicas é, sobretudo, reconhecer sua luta diária e valorizar o papel fundamental que exercem nas suas famílias e na sociedade. Essas mulheres são heroínas anônimas, que enfrentam dias exaustivos, mas não desistem. Lutam, amam, resistem. E fazem toda a diferença.

 

 

 

Fonte/Autor: Por: Itaíbes Paiva

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