
O início do São João em Paulo Afonso, lançado pelo prefeito Mário César Barreto de Azevedo (PP), não tem miséria. Não tem miséria para promover shows de cantores nacionais. Shows caros para um lugar com tantas outras prioridades. Mas há uma engenharia que faz com que, contabilmente, não seja o Governo quem banque toda a festa sozinho.
É assinado um acordo de cooperação. E são esses acordos de cooperação que dividem as responsabilidades do evento entre governo do estado e prefeitura.
Essa “engenharia” é eficaz. A informação não flui. Ou flui ao sabor de interesses empresariais. Como, formalmente, não é o Governo do estado quem custeia a vinda dos grandes artistas, a divulgação de quanto custam os cachês está sob o total domínio da prefeitura, protagonizado pelo secretário de Cultura, Kôka Tavares. Pode ser entendida como uma “cláusula de silêncio”.
O custo com os cantores do São João daria para construir quase duas duas ecolas em tempo integral. Ou construir uma e mantê-la por um período. De qualquer forma, dava para garantir educação infantil com qualidade+.
Fonte/Autor: Bob Charles DRT BA 3.913