
Os pingos se unem para formar a chuva, e se separam quando precisam amenizar o sofrimento de muitos. Assim também foram eles: dois pingos de serenidade, que nos olhavam com respeito e nos ouviam com atenção. Mesmo diante das dificuldades, carregavam no rosto sorrisos cheios de otimismo, como quem sabia que, no fim, tudo daria certo.
Esses dois pingos, que há tanto tempo caminhavam juntos, um dia precisaram se separar tal qual a chuva que se desfaz no chão para aliviar a dor de quem sofre. Seu Peri pediu licença e subiu um pouco antes, talvez para preparar a chegada de Dona Waldir. Agora, novamente unidos, seguem lado a lado, ouvindo, aconselhando e cuidando de todos aqueles que amaram mesmo de um plano diferente do nosso.
De onde estiverem, serão sempre chuva que consola, amor que aquece, e presença que jamais se apaga. Serão referência para quem os conheceu, amou e respeitou. Foram pais, avós, amigos de uma cidade inteira. Pessoas que se doaram para ver os outros felizes, que mesmo em silêncio continuam ensinando sobre generosidade e bondade.
Obrigado, Dona Waldir e seu Peri, por terem sido exemplo. Aqui ficamos órfãos de duas almas maravilhosas, mas eternamente gratos pelo privilégio da convivência.
Fonte/Autor: Itaíbes Paiva