Opinião

Paulo Afonso - Bahia - 14/01/2019

Saúde em Jeremoabo: tempo ao tempo

Luiz Brito DRT/BA 3.913
Foto: Alan Mota Paiva (ASCOM )

Nenhuma pasta é mais complexa e mais desafiadora em um governo do que a da Saúde. O sistema gigante é cheio de armadilhas. Com outros gestores ao longo do tempo aconteceram avanços pontuais, mais léguas de distancia da tal “saúde de primeiro mundo”, prometida com pompa por Anabel, depois por Chaves. Faltavam médicos, algumas vezes remédios, as filas para consultas  se arrastavam sem a celeridade necessária, exames levavam meses para serem feitos,além de centenas de pacientes na espera de uma cirurgia. Isso é apenas a ponta do iceberg que a nova secretária de Saúde, Deborah Carvalho, recebeu no colo para cuidar e mudar. É uma jovem – alguns apontam como empecilho – outros vêm com certa frieza. Mas, o que será do futuro, se não se acreditarmos na juventude? 

A Deborah está começando bem ao visitar todas as unidades de saúde e ver de perto, sentir cada problema, e juntar ao diagnóstico que já tem para buscar as soluções. Vai precisar muitas das vezes de pulso forte para acabar com vícios antigos. Quando for para mudar o errado não tem que haver contemplação. E evitar a injunção política, saúde e política não devem ser misturadas.

Cada cargo de ponta no sistema tem que ser ocupado por pessoas qualificadas da área. O governo Derí vai ter a sua mãe de todas as batalhas travada no campo da saúde pública.

Joguemos nossas fichas na secretária Deborah: se tiver sucesso, quem ganhará é a população. Se há uma área onde não podemos jogar no quanto pior melhor é na da saúde. Não se pode cobrar nada de uma secretária com poucos dias no cargo e que ainda nem conhece direito a sua pasta. A Deborah  pode ser competente, mas jamais milagrosa.

 

 


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