Política

Paulo Afonso - Bahia - 11/08/2018

O Jumento é nosso irmão: Políticos de Jeremoabo e Paulo Afonso foram homenageados por empresa que vendeu diploma para jumento

Por: Luiz Brito DRT/BA 3.913
Foto: Reprodução

O ex-prefeito interino de Jeremoabo, Antonio Chaves (PSD), o atual prefeito de Paulo Afonso, Luiz de Deus (PSD), tres dos atuais vereadores e um ex, foram homenageados pelas suas atuações destacadas por duas entidades que estão sendo investigados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, que suspeita que os diplomas de mérito concedidos pelas empresas União Brasileira de Divulgação (UBD), de Pernambuco, e o Instituto Tiradentes, de Minas Gerais, estariam sendo comprados por políticos com recursos públicos.

A investigação das duas empresas foi revelada pelo programa Fantástico da Rede Globo. Para provar a falta de critérios das duas empresas na emissão dos diplomas de mérito, a emissora de TV negociou e conseguiu comprar para um jumento um dos prêmios de 100 melhores prefeitos do Brasil, junto a UDB, a mesma empresa que concedeu o título de  6º Melhor Prefeito da Bahia e o 65º Melhor Prefeito do Brasil, ao então prefeito interino de Jeremoabo, Antonio Chaves (PSD).

A entrega da premiação aconteceu em Recife/PE no dia 26 de janeiro de 2018. Na oportunidade, o gestor disse que “esse prêmio nos incentiva a avançar cada vez mais na melhoria da prestação dos serviços para a população”. Já o jumento Precioso, que foi homenageado pela mesma empresa que concedeu o prêmio a Chaves, pagou R$ 1.480 para UDB para receber um título de um dos 100 melhores prefeitos do Brasil e ainda apareceu em rede nacional. Chaves não teve esse privilégio.

A premiação foi divulgada em jornais locais que informaram que os vereadores estariam bem avaliados entre os munícipes. À época, um dos homenageados  deu a seguinte declaração: “É com grande satisfação que recebo essa premiação, após uma pesquisa de opinião pública, principalmente por se tratar de um instituto de renome nacional. 

Segundo a reportagem exibida da Rede Globo, um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul mostra que só no estado o Instituto Tiradentes faturou R$ 116 mil em 2016 e 2017, com três eventos. Para o MPRS, os eventos para conceder honrarias supostamente pagas com dinheiro público estariam sendo mascarados como seminários para prefeitos, vereadores e gestores. A suspeita é que exista um conluio entre as empresas e os agentes públicos.


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